Criadores

Mudanças iniciadas com Homem-Aranha

Até antes da publicação de Homem-Aranha no meio da década de 60, os heróis seguiam um padrão mais ou menos uniforme de rigidez moral e retidão, tanto em suas vidas normais quanto quando travestidos em seus alter-egos. O Homem-Aranha foi o primeiro herói fruto do sentimento mais sombrio da culpa. (Desconsiderando-se Batman que antes de passar pelas mãos de Frank Miller não era tão soturno como atualmente). Além disso foi o primeiro herói a não se envergonhar em lucrar com o uso de seus poderes: Peter Parker vende fotos do Homem-Aranha para o Clarim Diário e outros jornais.


Stan Lee

Stan Lee (nascido Stanley Martin Lieber em 28 de dezembro de 1922 e falecido em 12 de novembro de 2018) foi um escritor e editor norte-americano, que, com vários artistas e co-criadores, especialmente Jack Kirby e Steve Ditko – introduziu personagens complexos e um universo compartilhado entre heróis de histórias em quadrinhos (ou banda desenhada). Seu sucesso ajudou a transformar a Marvel Comics de uma pequena publicadora para uma grande corporação multimídia.

Início da carreira

Na adolescência, Lee trabalhou para os publicadores Martin Goodman na Timely Comics, que mais tarde tornaria-se a Marvel Comics. Goodman era casado com a prima de Lee. Seu primeiro trabalho publicado, foi uma página para preencher texto assinada com o nome Stan Lee, que apareceu na revista do Capitão América em 1941. Stanley usou o nome “Stan Lee” porque sonhava um dia escrever o maior de todos os livros do país e não queria seu verdadeiro nome associado às histórias em quadrinhos. Ele logo passou a escrever histórias de fato, tornando-se o editor mais novo no campo de trabalho com 17 anos.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Lee alistou-se no Exército dos Estados Unidos e serviu na parte de comunicação, escrevendo manuais, slogans, filmes de treinamento e ocasionalmente desenhando. Após a Segunda Guerra Mundial, Lee voltou para a sua posição na qual tornaria-se a Marvel Comics. Naquela época, um campanha de decência liderada pelo psiquiatra Dr. Frederic Wertham e pelo Senador Estes Kefauver culpava as revistas de histórias em quadrinhos por corromper os jovens leitores com imagens violentas e sexuais. As empresas de HQ responderam com a organização de um sistema de controle interno, e eventualmente adotaram o estringente Comics Code.

Permanecendo na Timely/Marvel pela década de 1950, Lee escreveu histórias de vários gêneros, como romance, velho-oeste, e ficção científica leve. No fim da década, ele ficou insatisfeito com sua carreira e pensou em sair da área.

Revolução da Marvel

No fim da década de 1950, a DC Comics deu uma reanimada no gênero dos super-heróis e teve sucesso significativo com o super time da Liga da Justiça da América. Em resposta, Martin Goodman, o publicador da Marvel, deu a Lee a tarefa de criar um time de super-heróis novo. A esposa de Lee o alertou para experimentar histórias que ele preferia já que a ameaça de ser demitido não importava. Ele agiu sob este conselho, e, de repente, a carreira de Lee mudou completamente.

Lee deu a seus novos super-heróis sentimentos mais humanos, uma mudança de seus outros heróis que eram tipicamente escritos para pré-adolescentes. Seus heróis tinham um temperamento ruim, ficavam melancólicos, cometiam erros humanos normais. Preocupavam-se em pagar suas contas e impressionar suas namoradas, e às vezes ficavam até doentes fisicamente. Os super-heróis de Lee capturaram a imaginação dos adolescentes e jovens adultos, e as vendas aumentaram drasticamente.

O grupo de super-heróis que Lee e Jack Kirby produziram foi a família de super-heróis conhecida como Os Quatro Fantásticos. Sua popularidade imediata fez com que Lee e os ilustradores da Marvel produzissem vários novos títulos. Lee criou o Incrível Hulk, o Homem de Ferro, Thor e os X-Men com Kirby; Demolidor (Daredevil) com Bill Everett; Doctor Strange e o personagem de maior sucesso da Marvel: o Homem-Aranha, criado com Steve Ditko.

Pela década de 1960, Lee escreveu, coordenou a arte e editou a maior parte das séries da Marvel, moderou as páginas de cartas e escreveu uma coluna mensal chamada “Stan’s Soapbox”, escreveu muito material promocional, sempre assinando com a frase que é sua marca registrada: “Excelsior!”.

Carreira posterior

Nos últimos anos, Lee tornou-se um ícone e a cara pública da Marvel Comics. Ele faz aparições em convenções de histórias em quadrinhos pelos EUA, palestrando e participando em discussões. Ele também mudou-se para a Califórnia em 1981 para desenvolver as propriedades de televisão e filme da Marvel. Ele foi produtor executivo e fez pequenas aparições em adaptações cinematográficas recentes da Marvel. Ele pode ser visto como um vendedor de cachorros-quentes no filme do Homem-Aranha, prestes a atravessar a rua com um jornal em Demolidor, como um segurança saindo de um prédio em Hulk e como um pedestre em Homem-Aranha 2.

Lee também apareceu em Os Simpsons e fez a voz de um personagem na série animada produzida pela MTV do Homem-Aranha. Durante a revolução ponto com da Internet, ele criou o StanLee.net, que pertencia a uma companhia separada e administrada por outros que tinha como conceito misturar animação online com tiras de quadrinhos tradicionais, mas infelizmente a companhia ficou conhecida pela sua administração mal-feita e irresponsabilidade financeira.

Na década de 2000, Stan Lee fez seu primeiro trabalho para a DC Comics, lançando a série Just Imagine… (“Apenas Imagine…”), na qual Lee reimaginava vários super-heróis incluindo Super-Homem, Batman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde e Flash. Lee também criou a série animada para adultos Stripperella para a Spike TV (vai ao ar no Brasil pelo Multishow) e em 2004 anunciou planos para colaborar junto com Hugh Hefner em uma série animada das coelhinhas da Playboy.

Em agosto de 2004, Lee anunciou o lançamento da “Stan Lee’s Sunday Comics”, para serem hospedadas pelo Komicwerks.com, onde assinantes mensais poderão ler uma nova e atualizada história todo domingo. A Stan’s Soapbox voltará como uma coluna semanal junto da tira de domingo.

Em março de 2007, depois de a Stan Lee Media ter sido comprada por Jim Nesfield, a empresa entrou com uma ação contra a Marvel Entertainment por US$ 5 bilhões, afirmando que Lee havia dado seus direitos a vários personagens da Marvel para a Stan Lee Media em troca de ações e um salário. Em junho de 2007, a Stan Lee Media processou Lee; sua nova empresa, POW! Entertainment; e a subsidiária QED Entertainment.

Em 2008, Lee escreveu legendas humorísticas para a fotonovela política Stan Lee Presents Election Daze: What Are They Really Saying? Em abril daquele ano, a Brighton Partners e a Rainmaker Animation anunciaram uma parceria com a POW! para produzir uma série de filmes em CGI, Legion of 5. Outros projetos de Lee anunciados no final dos anos 2000 incluem uma linha de quadrinhos de super-heróis para a Virgin Comics, uma adaptação para TV do romance Hero, um prefácio para Skyscraperman de Dan Goodwin, uma parceria com a Guardian Media Entertainment e The Guardian Project para criar mascotes de super-heróis da NHL e trabalhar com o programa Eagle Initiative para encontrar novos talentos no mercado de quadrinhos.

Em outubro de 2011, Lee anunciou que faria parceria com a 1821 Comics em um selo multimídia para crianças, o Stan Lee’s Kids Universe, criado para suprir a falta de histórias em quadrinhos direcionadas a esse grupo demográfico; e que ele estava colaborando com a companhia em sua graphic novel futurista Romeo & Juliet: The War, do roteirista Max Work e do desenhista Skan Srisuwan. Na San Diego Comic-Con de 2012, Lee anunciou seu canal no YouTube, o World of Heroes de Stan Lee, que exibe programas criados por Lee, Mark Hamill, Peter David, Adrianne Curry e Bonnie Burton, entre outros. Lee escreveu o livro Zodiac, lançado em janeiro de 2015, com Stuart Moore. O filme Stan Lee’s Annihilator, baseado em um prisioneiro chinês que se tornou super-herói chamado Ming e em produção desde 2013, foi lançado em 2015.

Em sua carreira posterior, as contribuições de Lee continuaram a se expandir fora do estilo que ele ajudou a ser pioneiro. Um exemplo disso é seu primeiro trabalho para a DC Comics nos anos 2000, lançando a série Just Imagine ..., na qual Lee re-imaginou os super-heróis da DC, Superman, Batman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde e o Flash. Os projetos de mangá envolvendo Lee incluem Karakuri Dôji Ultimo, uma colaboração com Hiroyuki Takei, Viz Media e Shueisha, e Heroman, publicados na revista Monthly Shonen Gangan da Square Enix com o estúdio japonês Bones. Em 2011, Lee começou a escrever um musical live-action, The Yin e Yang Battle of Tao.

Este período também viu vários colaboradores honrarem Lee por sua influência na indústria de quadrinhos. Em 2006, a Marvel comemorou os 65 anos de Lee com a companhia, publicando uma série de histórias em quadrinhos estrelando o próprio Lee se encontrando e interagindo com muitas de suas ccriações, incluindo Homem-Aranha, Doutor Estranho, o Coisa, Surfista Prateado e o Doutor Destino. Esses quadrinhos também continham pequenas peças de criadores de quadrinhos como Joss Whedon e Fred Hembeck, além de reimpressões de aventuras clássicas de Lee. Na San Diego Comic-Con de 2007, a Marvel Legends apresentou um action figure de Stan Lee. A Comikaze Expo, a maior convenção de quadrinhos de Los Angeles, foi rebatizada como Stan Lee’s Comikaze Presented by POW! Entertainment em 2012.

Na San Diego Comic-Con de 2016, Lee apresentou sua graphic novel digital Stan Lee’s God Woke, com um texto originalmente escrito como um poema que ele apresentou no Carnegie Hall em 1972. A versão impressa do livro ganhou o prêmio Independent Voice Awards do ano de 2017 do Independent Book Awards.

Morte

Lee morreu em 12 de novembro de 2018, aos 95 anos, no Cedars-Sinai Medical Center em Los Angeles, Califórnia. Foi levado para o hospital em uma ambulância de emergência médica no início do dia e morreu pouco depois. Em 2017 havia sofrido um surto de pneumonia e passou a ter problemas de visão. Morava com sua filha Joan Celia desde a morte da esposa Joan Lee, em 2017. Joan Lee morreu aos 93 anos, seis meses antes do casal completar setenta anos de união.

Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.


Steve Ditko

Desenhista e roteirista norte-americano que ao lado do editor e escritor Stan Lee criou em 1962 o super-herói Homem-Aranha. Apesar de ter ajudado a criar o maior ícone da editora norte-americana Marvel Comics, Ditko é uma das figuras mais injustiçadas na história dos quadrinhos, não recebendo o mesmo reconhecimento que seus colegas Stan Lee e Jack Kirby na criação do chamado “Universo Marvel”.

Steve Ditko nasceu em 1927 na Pensilvânia e cursou desenho na Cartoonists and Illustrators School na cidade de Nova Iorque. No início da década de 1950 ele iniciou sua carreira desenhando histórias para gibis de terror e suspense, gêneros em que o seu estilo peculiar se encaixava com facilidade.

Como o próprio Stan Lee admitia, o plano inicial era que o Homem-Aranha fosse desenhado por Jack Kirby, mas a versão desenhada por Kirby foi reprovada por Lee que, então, transferiu a tarefa para Ditko. Segundo Joe Simon, outro veterano dos quadrinhos, em seu livro The Comic Book Makers, a participação de Ditko foi bem maior do que a creditada. De acordo com Simon, o Homem-Aranha desenhado por Ditko tinha apenas o nome em comum com a versão desenhada por Kirby . Na versão de Kirby, o Homem_Aranha seria um adolescente que se transformava em um super-herói adulto ao encontrar um anel mágico numa teia de aranha. Além disso, nessa versão o herói andaria armado com uma pistola que disparava uma espécie de raio paralisante e teria o visual bastante parecido com o do Mosca, um super-herói publicado na década de 1950 pela editora Archie Comics. Ditko simplesmente ignorou esta versão e criou um novo visual e uma nova origem ao herói, ou seja transformou o Homem-Aranha no super-herói que todos conhecemos. Ditko também teve participação decisiva na criação da galeria clássica de arquinimigos do herói aracnídeo: Abutre; Doutor Octopus ; Kraven, o caçador; Mystério; Elektro e Duende Verde entre outros. Em 1966, Ditko deixou de desenhar as aventuras do Homem-Aranha após divergências criativas com Lee quanto à direção que os enredos deveriam tomar.

Na Marvel, outra criação de Ditko em parceria com Lee foi o Doutor Estranho, publicado pela primeira vez em 1963, cujas primeiras aventuras se distingüiam pelo seu visual psicodélico, que era considerado bastante moderno para a época.

Ditko também desenhou e criou super-heróis para outras editoras como a DC e as extintas Charlton e Eclipse. Para a DC, ele criou em 1968 o Rastejador (The Creeper) e a dupla Rapina e Columba (Hawk and Dove) e em 1977 Shade, the Changing Man. Para a Charlton, cujos direitos sobre as personagens foram todos depois comprados pela DC, ele desenhou na década de 1960 as aventuras do Capitão Átomo e do Besouro Azul entre outros e criou o vigilante mascarado conhecido como Questão, cuja primeira aventura foi publicada em 1967. Para a Eclipse, ele criou em 1983 um super-herói chamado Static, inédito no Brasil.

Para a Charlton, além de super-heróis, Ditko desenhou muitas histórias de terror que chegaram a ser publicadas no Brasil na revista Pesadelo, publicada pela saudosa Editora Vecchi, e a quadrinização do filme Konga (um plágio de King Kong produzido na Inglaterra), lançada em 1960 e que vendeu tanto que os editores decidiram publicar uma série. Outra editora para a qual Ditko também desenhou histórias de terror foi a Warren Publishing, parte desse material foi publicado no Brasil na antiga revista Kripta, publicada pela Rio Gráfica e Editora (atual Editora Globo) durante as década de 1970 e início da década de 1980.

Uma curiosidade envolvendo Ditko é o fato de o artista Eric Stanton , conhecido por suas ilustrações eróticas de mulheres amarradas, ter afirmado que Ditko chegou a finalizar com nanquim os esboços a lápis de algumas dessas ilustrações durante a década de 1960. De fato, as ilustrações apresentam um estilo bastante semelhante ao dos desenhos das HQs de Ditko que nega ter finalizado qualquer desenho de Stanton.

Na década de 1980, Ditko voltou a trabalhar para a Marvel desenhando a toque de caixa títulos como Rom, Indiana Jones e Chuck Norris and the Karate Kommandos. Mais recentemente, a editora Fantagraphics lançou algumas coletâneas com antigas e novas HQs do artista.

Ditko voltou à Marvel em 1979, assumindo Jack Man Machine Kirby, desenhando The Micronauts e Capitão Universo, e continuando a freelancer para a empresa no final dos anos 90. A partir de 1984, ele desenhou os últimos dois anos da série Rom. Uma história de Godzilla por Ditko e Marv Wolfman foi transformada em uma história de Dragon Lord publicada em Marvel Spotlight. Ditko e escritor Tom DeFalco introduziu o personagem Speedball em The Amazing Spider-Man Anual # 22 (1988) e Ditko desenhou uma série de dez volumes com base no personagem.

Em 1982, ele também começou a trabalhar como freelancer para a Pacific Comics, começando com o Captain Victory e os Galactic Rangers # 6 (setembro de 1982), no qual ele introduziu o super-herói Missing Man, com Mark Evanier script para Ditko’s plot and art . As histórias de Missing Man subseqüentes apareceram no Pacific Presents # 1-3 (outubro de 1982 a março de 1984), com Ditko roteirizando o primeiro e colaborando com o amigo de longa data Robin Snyder no roteiro para os dois últimos. Ditko também criou The Mocker for Pacific, em Silver Star # 2 (abril de 1983).

Para a Eclipse Comics, ele contribuiu com uma história do personagem Static (sem relação com o personagem mais recente de Milestone Comics) no Eclipse Monthly # 1-3 (agosto-outubro de 1983), introduzindo o super vilão o Exploder em # 2. Com o escritor Jack C. Harris, Ditko desenhou o recurso de backup “The Faceless Ones” em First Comics ‘Warp # 2-4 (abril-junho de 1983). Trabalhando com o mesmo escritor e outros, Ditko desenhou um punhado das histórias de Fly, Fly-Girl e Jaguar para The Fly # 2-8 (julho de 1983 a agosto de 1984), para a linha de super-heróis dos anos 80 de Archie Comics; Em uma raríssima instância de Ditko enfeitando outro artista, escreveu o desenhista Dick Ayers sobre a história de Jaguar em The Fly # 9 (outubro de 1984). Western Publishing em 1982 anunciou uma série de Ditko e Harris apareceria em uma nova ficção científica de quadrinhos, Astral Frontiers, mas esse título nunca se materializou. Já em 1992, Ditko trabalhou com o escritor Will Murray para produzir um de seus últimos personagens originais para Marvel Comics, a super-heroína satírica Squirrel Girl, que estreou no Marvel Super-Heroes vol. 2, # 8, a.k.a. Marvel Super-Heroes Especial de Inverno (Jan. 1992).

Em 1993, ele fez para a Dark Horse Comics one-shot O Lugar mais Seguro do Mundo. Para a série Defiant Comics Dark Dominion, ele lançou o volume # 0, que foi lançado como um conjunto de cartas colecionaveis. Em 1995, ele desenhou uma série de quatro números para a Marvel baseada na série de TV de animação Phantom 2040. Isso incluiu um cartaz que foi escrito por John Romita Sr. Strange Avenging Tales Steve Ditko foi anunciado como uma série trimestral de livros Fantagraphics, embora só correu um problema (fevereiro de 1997) devido a discordâncias publicamente não especificadas entre Ditko eo editor.

O New York Times avaliou em 2008 que, “nos anos 70 ele era considerado como uma bola estranha um pouco antiquada, pelos anos 80, ele era um comercial tem sido, pegando miseráveis trabalho para aluguel gigs. .. seguindo o exemplo de John Galt de [Ayn] Rand, Ditko invadiu o trabalho de ganhar dinheiro, salvando seu cuidado com as malditas chapas objectivistas que publicou com pequenas prensas.E menino, poderia Ditko hack: vendo amostras de seu livro de colorir Transformers e seu Big Boy comic é como ouvir Orson Welles vender ervilhas congeladas. ”

Steve Ditko auto-retrato, The Amazing Spider-Man Annual # 1 (1964)

Ditko aposentou-se dos quadrinhos principais em 1998. [84] Seu trabalho posterior para Marvel e DC incluiu super-heróis estabelecidos como o Sub-Mariner (em Marvel Comics Presents) e novos, licenciados personagens, como o poderoso Morphin Power Rangers. O último personagem principal que ele criou foi “Longarm in Shadows & Light # 1” (Fev. 1998), de Marvel, em uma história de Iron Man de 12 páginas intitulada “A Man’s Reach …”, escrita por Len Wein. Seu trabalho final principal foi uma história de cinco deus New Gods para DC Comics,  “Infinitely Gentle Infinitely Suffering”, finalizado por Mick Grey e acredita-se ser destinado para o 2000-2002 Orion série , mas não foi publicado até o 2008 comércio paperback Tales of the New Gods.

Desde então, o trabalho solo de Ditko foi publicado intermitentemente por Robin Snyder, que foi seu editor em Charlton, Archie Comics e Renegade Press na década de 1980. As publicações de Snyder incluíram uma série de livros originais, bem como reimpressões como Static, The Missing Man, The Mocker e, em 2002, Avenging World, uma coleção de histórias e ensaios abrangendo 30 anos.

Em 2008, Ditko e Snyder lançaram The Avenging Mind, uma publicação de ensaio de 32 páginas com várias páginas de novas obras de arte; E Ditko, Etc …, um livro de quadrinhos de 32 páginas composto por vinhetas breves e cartoons editoriais. Os lançamentos continuaram nesse formato, com histórias que introduzem personagens como o Herói, Miss Eerie, o Cabo, o Louco, o Negociador Cinzento, o! E o Esboço. Ele disse em 2012 de seus esforços auto-publicados, “Eu faço isso porque isso é tudo o que eles vão me deixar fazer.”

Além do novo material, Ditko e Snyder reimprimiram material Ditko anterior. Em 2010 eles publicaram uma nova edição do 1973 Um comic e uma seleção de covers Ditko em The Cover Series. Em 2011 eles publicaram uma nova edição do 1975 comic … Wha …!? Série H. de Ditko.

Duas histórias “perdidas” desenhadas por Ditko em 1978 foram publicadas pela DC em coleções de capa dura da obra do artista. Uma história Creeper agendada para o nunca publicado Showcase # 106 aparece em The Creeper por Steve Ditko (2010) [88] e um Shade inédito, a história de Changing Man aparece em The Steve Ditko Omnibus Vol. 1 (2011). [89] A história de Hulk e Tocha Humana escrita por Jack C. Harris e desenhada por Ditko na década de 1980 foi publicada pela Marvel como Incredible Hulk e a Tocha Humana: From the Marvel Vault # 1 em agosto de 2011.

Morte

Steve Ditko morreu aos 90 anos, em sua casa em Nova York.

A causa da morte não foi divulgada, mas ele foi encontrado em seu apartamento no dia 29 de junho. A polícia acredita que ele morreu dois dias antes.

Fonte: GibiIndex – A enciclopédia brasileira dos gibis! e Wikipedia.